sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Padre



o padre cortava aquela carne humana como se estivesse pregando um sermão de  sangue, enquanto sorria e com olhos famintos ansiava por chegar ao coração, o qual comeria lentamente em nome de seu deus, a onde antes só se  ouvia gritos vindos de um ser impotente amarrado com duas tiras de couro em uma mesa Redonda de mármore ,que antes era branca e agora parecia como o próprio mar vermelho o indefeso já não mais vivo  teve sua última visão nessa vida de um homem. Branco e nu ,com um bisturi,  só restando  o mortal silêncio do divino.

As luzes das velas dançavam naquele cômodo escuro, clareando um homem de barba crespa e grande, ele usa um manto grande e negro, seus olhos mostram insanidade e perversão , ele risca marcas antigas no chão, marcas de tempos onde a mais negra magia reinava , as marcas formão um circulo grande onde ele lava até lá e põe deitada uma garota de cabelos negros usando um vestido de ceda branco, a garota desacordada está pálida como se já estivesse morta , o homem pega um livro e começa a pronunciar palavras em uma língua estranha  como se fosse para alguém ouvir, e era mesmo, a casa começa a estremecer  , as velas se apagam de súbito , uma força empurra tudo para fora de dentro do circulo, o homem cai no chão mas continua a ler junto  a única luz  que é da lua

A garota esta se movendo, ela se levanta e fixa os olhos no homem, uma voz assombrosa ecoa da garota por toda a casa.
-Eu sou Abadon
-sei quem você é, besta demoníaca. Diz o homem com seus olhos insanos
-então sabe que isso aqui não pode me prender
-eu fiz todos os grifos, você não irá sair, será meu escravo do outro mundo, hahahaha, a risada do homem faz por alguns instantes parecer mais aterradora do que a do demônio.
O homem percebe que começa a chover de repente, uma tempestade toma conta do lugar, a chuva entre pela janela e a os poucos o giz do chão se esvai com a água.
-não, isso não esta acontecendo grita o homem em desespero.
-eu sou Abadon , diz o demônio de maneira calma, ele começa a caminhar em direção a o homem, não a mais circulo o protegendo daquela monstruosidade

Perto o suficiente o homem olha fixamente para os olhos da besta, imagens malignas e sangrentas passam em sua cabeça, como se o olho dele fosse um teatro, agora enlouquecido, o homem pega uma adaga em sua mesa e começa a se esfaquear até sua vida o deixar, o demônio caminha até a saída ainda no corpo da mulher, então se vai.


quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Eu não nego ter feito coisas horríveis já tive minha culpa em muitas coisas e mesmo assim ouço essa maldita voz me chamando , é uma voz meiga quase angelical, ela vem do porão e chama meu nome, estou a dias encarando essa maldita escada com medo de descer, meus vizinhos acham mesmo que eu enlouqueci, mas ouço essa garotinha me chamar e me culpar por coisas que nunca fiz, ela diz que devo pagar.
Desci as escadas com a lanterna, este mais frio que o normal e sinto a sensação de ser observado, vejo algo abaixado junto a caixas velhas, é a menininha que esta de costas com seu cabelo negro, ela se vira e me confronta nos olhos, ela não tem boca, é apenas liso, ouço sua voz me chamar, ela ergue a mão para mim, quer me levar, por um momento me pego indo até ela, mas corri escadas acima, peguei a minha arma e agora estou escrevendo isso, só vejo uma maneira de me libertar, e é o que farei.

---Evidência do caso de North Hampton- prova: 01

Eu sou o carniceiro de Nassau, minha tripulação põe medo no coração da Inglaterra, minha bandeira negra ostenta o desespero do povo comum.
“Corram, corram, o carniceiro chegou!”, eles gritam.
Eles fogem para suas casas e rezam pelo seu deus que nada pode fazer contra a minha espada
Matarei cada homem com coragem suficiente para me enfrentar, pois eu sou o carniceiro de Nassau eu sou o mensageiro da morte e eu trago a fúria dos oceanos na terra, saquearei cada pobre coitado de cada vila que eu passar ou cada barco que eu assaltar.
Sou a tempestade do mar em forma de barco
Sou a tormenta
Sou a morte

Eu sou o carniceiro de Nassau.